quarta-feira, 12 de julho de 2023

Discografia do Wizards

Discografia da banda paulista Wizards comentada, la no meu canal.

Confira, deixe seu like e nos siga
 

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Aqua do Angra remixado e remasterizado

 Nessa sexta-feira o Angra disponibilizou em suas plataformas de streaming o álbum Aqua, lançado originalmente em 2010. O disco foi remixado e remasterizado pelo renomado produtor Adair Daufembach. A produção é a cargo da própria banda, que pela primeira vez não trabalhou com nenhum produtor, com mixagem original do também renomado produtor Brendan Duffey e Adriano Daga no Norcal Studios em São Paulo.

A banda então era formada pelos guitarristas Kiko Loureiro (hoje no Megadeth) e Rafael Bittencourt, o vocalista Edu Falaschi (solo), o baixista Felipe Andreoli e o baterista Ricardo Confessori (Shaman). O álbum teve distribuição nacional pela Voice Music. Vamos agora torcer para que ganhe formato físico essa nova mixagem.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Resenha: Edguy - Rocket Ride (2006)

Há algum tempo a banda alemã Edguy virou uma incógnita não só para os fãs, mas para os músicos que fazem parte da banda. O último lançamento da banda foi a coletânea Monuments de 2017, celebrando os 25 anos de banda e o último álbum de estúdio da banda foi o Space Police (Defenders of the Crown) lançado em 2014, seguido pela última turnê da banda.


Enquanto a banda não se manifesta, vamos ficar com um dos trabalho mais excêntrico da banda, o Rocket Ride lançado oficialmente em 2006. Disco em que a banda tentou trilhar novos caminhos, afastando os fãs do seu Power Metal e atraindo um novo público, devido a sua direção mais Hard Rock e A.O.R. (Adult Oriented Rock), porém mantendo a essência alto astral das músicas da banda.

O disco abre com a épica de 8 minutos Sacrifice, remetendo a discos anteriores da banda, com levadas cadenciadas, muita energia e excelentes solos de guitarra. Depois a faixa-título vem com essa proposta mais Hardona da banda, bem pegajosa e com um refrão marcante. Wasted Time é um power que mantem o ótimo nível, com belos arranjos. A modernosa Matrix, com uma boa levada e um refrão no melhor estilo Bon Jovi atual não compromete. Return of the Tribe é aquela típica faixa rápida com pedal duplo na bateria, guitarra acelerada, várias linhas melódicas e vocais altíssimos. The Asylum é uma faixa matadora.

A balada Save Me no melhor estilo Poison, com certeza teria feito muito sucesso nos anos 80, uma balada maravilhosa. Catch of the Century vem na sequencia trazendo aquele bom humor presente em outros álbuns da banda, com um refrão pop e grudento fruto do mestre Tobias Sammet, impossível não sair cantarolando o refrão. Out of Vogue não deixa a peteca cair, para na sequencia vir a já conhecida e divertida Superheroes, faixa-título do Ep lançado no ano anterior, com uma pegada Hard Rock e que ganhou um ótimo vídeo clip. Trinidad fecha o set list regular do disco, outra música com uma pegada mais Hard Rock.

Destaque ainda para as duas faixas bônus a Fucking with Fire (The Hairforce One), como sugere o título, a música tem aquela pegada hair metal dos anos 80, bem animada. E a faixa ao vivo Land of the Miracle (Live in Brazil), clássico da banda do disco Theater of Salvation de 1999, aqui em uma versão gravada na apresentação da banda em São Paulo, durante a turnê do Hellfire Club em 2004.

Rocket Ride é sem dúvidas um disco do Edguy que merece uma nova chance por parte de quem não gostou na época, pois independente de gênero traz músicas de qualidade, feitas por quem sabe como fazer como entreter o público, com ótimas melodias, refrãos e humor. Ouça sem medo! 



domingo, 27 de fevereiro de 2022

Resenha: Pearl Jam - Lightning bolt

Lightning Bolt, o 10° álbum de estúdio do Pearl Jam, sucessor de Backspacer (2009), traz uma banda que reverbera a experiência de na época quase 25 anos de carreira e a urgência de lidar com o amadurecimento. A banda trabalhou no disco entre os anos de 2011 e 2013, em meio a projetos de Eddie Vedder, Stone Gossard e o retorno do Soundgarden banda do baterista Matt Cameron.


Nesse atual Pearl Jam, pouco sobrou da agressividade e angústia de Ten (1991). Tem apenas uma pequena pegada punk mais comercial em 2 ou três canções. Tratando-se basicamente de um disco de rock 'easy listening'. A voz de Eddie Vedder continua potente, com suas características, contida em alguns momentos, em outros mais estridente e contagiante, como na faixa título ou na abertura com Getaway, em que aborda a fé livre, um primor de composição. Mostrando que esses anos juntos não foram em vão, pois temos uma banda bem afiada.

A calmaria recai nas baladas de letras intimistas, musicalmente leves e singelas, como a Sirens, tudo nela se encaixa perfeitamente bem em uma canção muito bonita, uma das melhores da banda, Já a faixa título Lightning Bolt alterna em momentos mais calmos, com outros de agitação, com destaque para  as guitarras de Stone Gossard e Mike McCready.

Já Infallible peca com o seu início estranho, porém quando vira uma balada funciona bem, com tudo o que tem direito. A música Pendulum fala sobre a vida com uma melodia bem interessante. Outra balada que merece destaque é a Swallowed Whole, com um clima californiano, uma verdadeira ode as origens de Vedder. Let the Records Play surpreende com uma pegada funky, algo bem inusitado na carreira da banda.

A produção gráfica de Lightning Bolt, com um digibook de 40 páginas com todas as letras e uma arte para cada canção, é para deixar qualquer fã da banda maluco, item obrigatório em qualquer coleção, mantendo o Pearl Jam ainda relevante para o rock e para a música.


Resenha: Hellish War - Keep it Hellish


 Esse é o terceiro álbum de estúdio da banda de heavy metal tradicional da cidade de Campinas - SP, Hellish War, lançado em 2013, marca a estreia do vocalista Bill Martins (Dark Witch), que substituiu Roger Hammer.

O peso e a pegada instrumental continua sendo aquele metal a lá Running Wild e  Saxon, presentes nos trabalhos anteriores Defenders of Metal (2001) e Heroes of Tomorrow (2008). As linhas vocais atingem um outro patamar para narrar diversos temas épicos com mensagens positivas e atemporais. A voz de Bill é potente, com um agradável timbre que agrega solidez ao metal em constante evolução praticado pela banda.

E superação é substantivo que pauta Keep it Hellish, gravado no Picolli Studio, em Campinas e mixado e masterizado na Itália, Da produção e a qualidade individual de cada uma das 10 faixas do álbum, tudo soa superior, resultado de um esforço acumulado ao longo dos anos de banda, além de uma importante experiência em turnê na Europa em 2009, que resultou no ao vivo Live in Germany (2010), gravado na Alemanha. A banda fez outro giro no velho continente em 2013, já com Bill nos vocais e Keep it Hellish lançado.

As canções Keep it Hellish (que ganhou um clip), rápida e energética com refrão característico do estilo, e Darkness Ride, uma aula de bom gosto com riffs e batidas contagiantes, são as imperdíveis do registro. Vale menção também The Challenge, outra faixa que ganhou um vídeo clip. Um excelente disco para coroar a nova fase da banda, que já lançou outro grande disco, papo para um próxima resenha. KEEP IT HELLISH!!!


domingo, 2 de maio de 2021

Resenha: Savage Circus - "Dreamland Manor"

 Durante 2 décadas Thomen Stauch foi baterista da clássica banda alemã de power metal Blind Guardian, após deixa a banda no ano de 2004, Thomen deu inicio a uma nova empreitada com um som muito calcado em sua antiga banda. Ao lado do baterista nessa nova empreitada estavam o vocalista Jens Carlsson (Persuader), o guitarrista Emil Norberg (Persuader) e Piet Sielck no baixo e guitarra (Iron Savior).

A banda fez sua estreia em 2005 com o ótimo full length Dreamland Manor, álbum que irá agradar em cheio os fãs do Blind Guardian nos primeiros trabalhos. Logo de cara o disco abre com o power metal acelerado e pesado Evil Eyes, onde já notamos a semelhança vocal do Jens com Hansi Kürsch. A sequência com Between the Devil and the Seas mantém a pegada Blind Guardian, essa é mais cadenciada que a anterior e carregada de teclados e passagens velozes de bateria. Waltz of the Demon começa de maneira lenta, porém com peso e um ótimo trabalho de guitarra do eficiente Emil.

Tomorrowland é um heavy metal vigoroso, onde quem se destaca mais uma vez é o baterista Thomen Stauch com sua pegada característica. A It (The Gathering) vem com uma pegada mais power que novamente nos remete ao Blind Guardian, com aquela pegada acelerada de inicio de carreira, uma das melhores faixas do álbum. A sequencia dá uma acalmada com a épica balada Beyond Reality, com destaque para a interpretação de Jens Carlsson, mostrando-se o vocalista competente.

Em When Hell Awakes o disco ganha peso novamente com um power/ thrash para bater cabeça. Ghost Story é bem cadenciada, porém o peso se faz presente, essa faixa nos remete ao Demons & Wizards pela sua pegada mais heavy metal. Fechando o álbum temos Born Again by the Night que começa com um grande riff, outro grande momento da banda com um power metal vigoroso e acelerado na medida certa.

Resumindo temos aqui um ótimo trabalho de power/ heavy metal, com um time que tem pleno domínio das suas funções. Recomendado para fãs de Blind Guardian que não estão a procura de algo novo. Lamentável a banda ter encerrado suas atividades, pois tinham potencial para trilharem seu próprio caminho. Vale destacar a produção de Piet Sielck que deixou todos os instrumentos na medida certa. A banda ainda lançou o dvd Live in Atlanta trazendo Thomas Nack (Gamma Ray, Iron Savior) na bateria e um segundo álbum Of Doom and Death com o talentoso Mike Terrana (Vision Divine, Rage, Masterplan) na bateria.



Nota 8,0



segunda-feira, 5 de abril de 2021

Twilight Aura retoma atividades com Andre Bastos (ex-Angra), Daísa Munhoz e vídeo de “Watching the Sky”.

         Twilight Aura retoma atividades com Andre Bastos (ex-Angra), Daísa Munhoz e vídeo de “Watching the Sky”.



        Liderada por Andre Linhares Bastos, guitarrista da primeira formação do Angra, Twilight Aura lança o single “Watching the Sky”, estreando a vocalista Daísa Munhoz.

        Após 28 anos desde sua formação, a banda paulistana Twilight Aura (conhecida antigamente como ‘Twilight’) está retomando atividades em 2021. E com várias novidades! A primeira delas diz respeito ao line-up. Comandado pelo guitarrista Andre Linhares Bastos (ex-Angra e Skyscraper), e mantendo o time de 1995 à ’97, com Rodolfo Elsas (guitarra), Filipe Guerra (baixo, ex-Skyscraper, Wizards, Preacher e Revenge), Leo Loebenberg (teclados, Das Fossem) e Claudio Reis (bateria), a Twilight Aura apresenta como vocalista a experiente Daísa Munhoz, conhecida mundialmente por seus trabalhos com a Soulspell e Vandroya. A segunda novidade é que a banda está lançando seu primeiro vídeo para a música “Watching the Sky”, com a direção e edição de Anderson Bellini, diretor do documentário “Andre Matos – Maestro do Rock”.

        Assista “Watching the Sky”: https://youtu.be/AkIZZLEuS34

        Andre Bastos comentou sobre a adição de Daísa à Twilight Aura:

      “Desde muito tempo, tenho curtido várias bandas de Power Metal que têm vozes femininas. Sou bastante fã de diversas dessas cantoras. Uma das minhas bandas favoritas é a Vandroya, que tem Daísa Munhoz como vocalista. Também gosto demais do trabalho dela na Soulspell. Quando eu estava conversando com o Tito Falaschi sobre os planos de gravação, analisamos as linhas vocais e ele disse que uma voz feminina se encaixaria melhor nessas músicas. Concordei 100%. Ele sugeriu convidar a Daísa e eu disse que seria um sonho se ela topasse. Uma vez que ele já havia trabalhado com ela, ele poderia fazer a ponte e estender o nosso convite para que ela fosse a voz do nosso álbum de estreia. Eu trouxe a ideia à banda e mostrei os trabalhos da Daísa. Todos ficaram boquiabertos e compraram a ideia imediatamente!”

       Daísa Munhoz conta como juntou-se à Twilight Aura:

    “Esse convite chegou através de Tito Falaschi, que já havia me produzido em diversas gravações e com quem eu sempre amei trabalhar. Ele, então, me colocou em contato com Andre Bastos para uma reunião, onde Andre me contou sobre a história e a importância da gravação deste novo álbum, uma verdadeira celebração por tantos anos lindos da trajetória da Twilight Aura. De cara já me senti em casa, descobrindo que Andre e eu temos muitas coisas em comum. Eu me apaixonei pelas músicas, pelas temáticas das letras; uma identificação imediata aconteceu ali. Para mim, é uma honra muito grande poder ser a voz que vai contar essa jornada tão bonita de uma banda com mais de 27 anos de história.”

        O primeiro single:

    Como antecipado por Andre, o sexteto está preparando seu primeiro álbum. O trabalho, que será lançado ainda este ano, conta com produção, gravação, mixagem e masterização de Tito Falaschi e consultoria técnica e artística de Rafael Bittencourt (Angra). E para dar um gostinho do que está por vir, a Twilight Aura acaba de lançar o single “Watching the Sky”.

    Ouça:

    Spotify: https://open.spotify.com/album/1JLQnOcCcD1egFA3A1x8sk

    Deezer: https://deezer.page.link/hHUFPJvBb4WecCxB9

    YouTube Music: https://youtu.be/47q-dJ5ndc8

    Amazon: https://rebrand.ly/oqqxp6e

    Apple Music:  https://rebrand.ly/r4iinh1

    Composta originalmente em 1992, “Watching the Sky” ganhou novo refrão em 1996 e foi mantido na nova gravação. “A escolha dessa música se deu pelos seguintes fatores: é uma música de refrão forte, uma levada não muito rápida e com o equilíbrio adequado entre peso e melodia. A letra encara de maneira positiva o momento em que temos que resolver problemas e estamos à procura de respostas. Se pararmos e observarmos o céu, muitas vezes podemos alcançar um estado de equilíbrio que nos ajuda a encontrar a tão esperada resposta”, explica Bastos.

    O sentimento de nostalgia permeia em todos da banda.

    O baixista Filipe Guerra comenta: "O desafio técnico de regravar essas músicas depois de 27 anos é algo muito agradável, pois as ideias foram repensadas a partir da maturidade musical hoje em dia”.

    Rodolfo Elsas acrescenta: “Depois de mais de 25 anos sem chegar perto de uma guitarra, regravar essas músicas foi uma verdadeira viagem no tempo!”

    O baterista Claudio Reis continua: “Regravar essas músicas, que a gente curtiu muito a vida toda, com a tecnologia de hoje, tem sido a realização de um sonho”

    E o tecladista Leo Loebenberg complementa: “Bem legal trazer esses sons de volta e gosto bastante da ideia de podermos adaptar os arranjos para o ‘agora’”.

    CONHEÇA MAIS SOBRE A TWILIGHT AURA

    Anteriormente intitulada Twilight, o grupo tem um motivo lógico para a mudança de nome. “Infelizmente, a banda não registrou o nome lá nos anos 1990 e hoje essa ‘marca’ tem outros donos. Para não fugir muito do nome original, colocamos apenas uma palavra a mais: curta, de fácil pronúncia, e que combina bem com “Twilight” – além de esteticamente ser eficiente, uma vez que TwilighT e AurA começam e terminam com a mesma letra.”, revelou Andre Bastos.

    Em 1991, depois de receber um convite feito pelo mencionado Rafael Bittencourt para se juntar à sua nova banda, Bastos deixou a Skyscraper (onde tocava com o guitarrista Marcos “Naza” Nazareth e o vocalista Ricardo Rosa). No entanto, sua estadia no que viria a ser o Angra foi curta. Após sua saída, Bastos integrou por alguns meses a banda do ABC paulista Revenge, onde conheceu o baixista Filipe Guerra, bem como a Chonps, onde também tocava o baterista Claudio Reis.

    No segundo semestre de 1993, Andre foi convidado para tocar em um show no lendário bar Black Jack, em Santo Amaro (SP). Então ele chamou seus amigos e ex-colegas de banda, Naza, Ricardo, Filipe e Claudio, e em setembro daquele mesmo ano nascia a Twilight. Em seu primeiro show, a banda tocou covers de Iron Maiden, Gamma Ray e outros, além de apresentar suas primeiras composições.

    Após essa primeira apresentação, Andre, Claudio e Filipe continuaram com a banda e a eles se juntaram Luigi Pilosio (Preacher) na guitarra, Sandra Reis nos teclados e Tomas Kenedi no vocal. Com essa formação a primeira e única demo tape intitulada “Dawn” foi gravada no estúdio Creative Sound por Phil Colodetti.

    Posteriormente, Rodolfo Elsas substituiu Luigi na guitarra e foi também quando Leo Loebenberg (Das Fossem) assumiu os teclados. Essa foi a última formação que durou até 1997, quando a banda fez seu último show no lendário pub paulista Black Jack. Pouco tempo depois, a banda teve que dar um tempo que estendeu-se por muitos anos até que, em 2020, mesmo com os integrantes espalhados em quatro continentes diferentes, resolveram conectar-se novamente e colocar em prática o projeto de gravar um CD com as músicas que a banda produziu entre 1993 e 1995.

    A bordo do projeto estão o baterista Claudio Reis e o baixista Filipe Guerra, bem como Rodolfo Elsas e Andre Linhares Bastos nas guitarras e Leo Loebenberg nos teclados. Daísa Munhoz (Vandroya, SoulSpell) foi convidada para os vocais e aceitou prontamente. O plano é que todos os que passaram pela banda, bem como vários convidados especiais e amigos possam, de alguma forma, participar desse lançamento, previsto para o segundo semestre de 2021.

    Mais informações:

Instagram: https://www.instagram.com/twilight.aura.band/

Facebook: https://www.facebook.com/twilight.aura.band/

Web Site: https://twilightaura.com/

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCOmLX4cRDXERO7EE6GkHVRA

 Fonte: TRM Press