terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Immortal Guardian lança vídeo clip para versão de "Into the Pit" clássico do Fight

 


A banda Immortal Guardian de Austin/ Texas, liderada pelo guitarrista/ tecladista shred Gabriel Guardiola e pelo vocalista brasileiro Carlos Zema, lançou nessa terça-feira 12 um vídeo clip em seu canal oficial no youtube para a música Into the Pit. A música é original do Fight, banda liderada por Rob Halford no início dos anos 90, no álbum War of Words de 1993. O vídeo contou com a participação do guitarrista Metal Mike Chlasciak (Rob Halfod, Sebastian, Testament e outros) e do vocalista brasileiro Leandro Caçoilo (Viper, Caravellus, Seventhe Seal e outros).
A banda já o lançamento de seu 2° full length para esse ano de 2021, intitulado Psychosomatic, Carlos ainda encontra-se no processo de produção e gravação do novo álbum da banda Heaven's Guardian de Goiás, o primeiro de estúdio após o retorno do vocalista.


O Immortal Guardian é:

Carlos Zema - vocais
Gabriel Guardiola - guitarra/ teclado
Justin Piedimonte - bateria
Joshua Lopez - baixo

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Trend kill Ghosts lança o single "Dethrone Tyranny", em tributo ao Gamma Ray

 


A banda paulista de power metal Trend Kill Ghosts, lançou um single com um cover para a música Dethrone tyranny, lançada pela banda alemã Gamma Ray no disco No World Order! de 2001, o single ganhou um vídeo disponível no canal da banda no youtube. A banda encontra-se em processo de produção de seu segundo álbum. O primeiro álbum Kill Your Ghosts foi lançado em 2019, apenas em formato digital e está disponível em diversas plataformas.


Produtor: Rogério Oliveira
Gravação, mixagem e masterização: Flight Studio
Fotografia: Santa Sampa

Trend Kill Ghosts é:
Diogo Nunes - vocais
Maurilio Vizin - baixo
Rogério Oliveira - guitarra
Leandro Tristane - bateria

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Marko Hietala deixa o Nightwish

 Em um comunicado em sua rede social e da banda, o baixista do Nightwish anuncia sua saída da banda e o afastamento da vida pública. Leia a seguir.


Anúncio de demissão de Marko:

Queridas pessoas. Estou deixando o Nightwish e minha vida pública. Há alguns anos, não consigo me sentir validado por esta vida. Temos grandes armas da empresa de streaming que exigem trabalho de 9/5 de artistas inspiradores, enquanto compartilhamos os lucros de forma injusta. Mesmo entre os artistas. Somos a república das bananas da indústria da música. Os maiores promotores de turnês obtêm porcentagens até mesmo de nossas próprias mercadorias enquanto pagam dividendos ao Oriente Médio. Aparentemente, algumas teocrasias podem tirar o dinheiro da música que faria com que você fosse decapitado ou preso ali sem parecer hipócrita. Apenas alguns exemplos aqui. O ano passado me obrigou a ficar em casa e pensar. E fiquei muito desiludido com essas e muitas coisas. Descobri que preciso dessa validação. Para eu escrever, cantar e tocar, preciso encontrar alguns novos motivos e inspirações. “Meu Walden”, por assim dizer. E está até no meu livro que sou um depressivo crônico. É perigoso para mim e para as pessoas ao meu redor, se eu continuar. Alguns dos pensamentos de um tempo atrás estavam sombrios. Não se preocupe, estou bem. Tenho meus dois filhos, uma esposa, o resto da família, amigos, um cachorro e muito amor. E eu não acho que irei embora para sempre. Conspiração é a palavra do dia. Para as pessoas que gostam deles, preciso dizer que meu 55º aniversário é agora no dia 14 de janeiro e certamente já cumpri minha pena por agora. Culpar, por exemplo, Tuomas é um insulto tanto a ele quanto ao meu pensamento livre. Isso é uma coisa muito triste para todos nós também. Tenha cuidado, por favor. Mas é claro que agora saberemos, se alguns forem lá de propósito. Há algumas coisas combinadas que farei em 2021. Caso contrário, eu gentilmente e com respeito peço à mídia, bandas, projetos de artistas etc. que não me peçam nada no próximo ano. Eu tenho que reinventar. Espero falar sobre isso em 2022. Não é uma promessa, no entanto.

Eu sinto muito por isso.

Marko Hietala

P.S. Tony Iommi é uma exceção ao “nenhum contato”. O herói da infância tem precedência.

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 A renúncia de Marko nos deixou com algumas decisões e escolhas difíceis a serem feitas. Após muita reflexão e consideração, decidimos, em mútuo entendimento, realizar o próximo 'Humano. : II: Natureza. - turnê mundial 'conforme planejado, mas com um baixista de sessão. O line-up ao vivo será anunciado em uma data posterior. Respeitamos a decisão de Marko e desejamos a ele tudo de bom. Não vamos comentar mais nada. "

Nightwish
(Créditos das fotos: Sami Grunge)


domingo, 10 de janeiro de 2021

Melhores discos de 2020

    O ano de 2020 foi complicado no mundo inteiro, um ano atípico, com muitas atividades econômicas suspensas, principalmente a do entretenimento, devido ao covid-19. Porém, ainda tivemos muitos lançamentos interessantes no mundo da música, seja de bandas e artistas consagrados como AC/DC, Deep Purple, Paul McCartney e Neil Young. Seja de artistas novos, com seus primeiros lançamentos.
Vou listar aqui os 10 principais lançamentos nacionais e internacionais, na minha opinião. Como tivemos muita coisa boa lançada, diversos discos excelentes ficaram de fora, porém também merecem serem conferidos.

Melhores discos de 2020 Internacionais

1° Testament - Titans of Creation: 13° álbum de estúdio da banda de thrash metal norte-americana, lançado em 03 de abril de 2020.

2° Blues Pills - Holy Moly!: 3° trabalho dos suecos, trazendo seu hard rock setentista com uma boa dosagem de blues, lançado em 21 de agosto de 2020.

3° AC/DC - Power up: Após um período conturbado na carreira dos veteranos do AC/DC, a banda deu a volta por cima e lançou no ano de 2020, o excelente Power up, 17° álbum de estúdio da banda, lançado 13 de novembro de 2020.

4° Paradise Lost - Obsidian: 16° álbum de estúdio da banda britânica de gothic metal, lançado em 15 de maio de 2020 através da Nuclear Blast.

5° Deep Purple - Whoosh!: Outra banda veterana que também lançou um maravilho álbum no ano de 2020, foi os ingleses do Deep Purple com seu 20° trabalho de estúdio Whoosh! lançado em 07 de agosto de 2020.

6° Lucifer - III: Como sugere o nome, o 3° trabalho de estúdio da banda alemã, trazendo uma pegada doom metal bem setentista, liderada pela vocalista Johanna Sadonis e pelo seu marido Nicke Anderson (The Hellacopters, Imperial State Electric e Entombed), aqui tocando bateria, lançado em 13 de março de 2020.

7° Sodom - Genesis XIX: O 16° álbum de estúdio dos alemães do Sodom, porrada thrash metal, foi lançado em 27 de novembro de 2020.

8° Demons & Wizards - III: 3° álbum do projeto idealizado pelo guitarrista Jon Schaffer (Iced Earth e outros) ao lado do vocalista alemão Hansi Kürsch (Blind Guardian), com o power metal épico tradicional, combinação perfeita entre as principais bandas dos dois músicos, lançado em 21 de fevereiro de 2020.

9° Ozzy - Ordinary Man: 12° disco de estúdio do Madman, contou com a produção Andrew Watt (responsável também pelas guitarras no disco), além dos convidados Elton John e o rapper Post Malone e dos músicos Duff McKagan (Guns N' Roses) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers). O álbum foi lançado em 21 de fevereiro de 2020.

10° Bonfire - Fistful of Fire: 19° álbum de estúdio dos alemães, apresentando seu hard rock, com pitadas de metal, aqui no Brasil saiu via Shinigami Records. Lançamento ocorreu em 03 de abril de 2020.

    Dentre os lançamentos internacionais que tivemos em 2020, vale destacar ainda o disco solo de estreia de Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour) CMFT onde o vocalista explora diversos estilos nas músicas. Outro lançamento que vale apena ser conferido é Human.:II: Nature dos finlandeses do Nightwish, ainda para fãs do metal sinfônico tivemos o Apocalypse & Chill do Delain. No metal extremo o grande lançamento foi do Napalm Death com Throes of Joy in the Jaws of Defeatism. O Carcass lançou o EP Despicable. Um grande nome do thrash metal canadense Annihilator lançou Ballistic, Sadistic. Saindo do metal tivemos o lançamento de III do Paul McCartney, Neil Young com Homegrown e Bon Jovi com Bon Jovi 2020. 
    Entre os lançamentos ao vivo os que mais se destacaram foram sem dúvidas o S&M II do Metallica e Nights of the Dead, Legacy of the Beast - Live in Mexico City do Iron Maiden. Vale conferir também o Live in São Paulo dos Holandeses do Picture e I am the Empire: Live from 013 do Kamelot.
    Em território brasileiro também tivemos ótimos lançamentos ao longo do ano de 2020, incluindo aí estreia de algumas bandas, além de banda já clássicas.

1° Sepultura - Quadra: O 15° álbum da banda mineira foi um dos grandes lançamentos do ano, não só no cenário nacional, como no mundial. Lançado em 07 de fevereiro de 2020.

2° Tuatha de Danann - Tin Nomine Éireann: 5° full length dos mineiros do Tuatha de Danann, traz uma ode a música tradicional irlandesa, com diversos convidados. Lançado em 18 de dezembro de 2020.

3° Electric Mob - Discharge: Uma das bandas a lançar seu álbum de estreia em 2020, foram os curitibanos do Electric Mob, lançaram um ótimo álbum de hard rock através do selo Frontiers Records. Lançamento ocorreu em 10 de junho de 2020.

4° The Troops of Doom - The Rise of Heresy: Outra banda que fez sua estreia em 2020 foi o Thr Troops of Doom liderado pelo grande guitarrista Jairo Guedz, trata-se de um ep, muito bem produzido, lançado em 09 de outubro de 2020.

5° Hell Gun - Kings of Beyond: Debut álbum da banda curitibana de heavy metal, com forte influencia das bandas dos anos 80. Lançado em 06 de agosto de 2020.

6° Scars - Predatory: 3° trabalho da banda paulistana de thrash metal, marcou o retorno das atividades da banda. Lançado em  07 de agosto de 2020.

7° Semblant - Obscura: A banda curitibana de gothic metal lançou seu terceiro full length, o primeiro pela gravadora Frontiers Records. Lançado em 06 de março de 2020.

8° Aquaria - Alethea: Terceiro álbum da banda carioca de power metal melódico lançado pela Metal Relics, fechando uma trilogia iniciada com Luxaeterna em 2005. Lançado em 25 de novembro de 2020.

9° Ego Absence – Serpent’s Tongue: Mais uma banda que lançou seu debut em 2020 foram os paulistas do Ego Absence com seu power metal. Lançado em 09 de fevereiro de 2020.

10° Area 55 - One Ocean: Banda brasileira radicada nos Estados Unidos apresenta um hard rock/ aor, esse é o debut da banda. Lançado em 29 de maio de 2020.

    Outros lançamentos que marcaram o ano de 2020 temos os paulistas do Brave que lançaram seu terceiro full length The Oracle, os thrashers do Chaosfear Be the Light in Dark Days. Tivemos lançamento de bandas veteranas como o Vulcano que lançou Eye in hell, o Vodu lançou Walking with Fire, Taurus com V, e o ao vivo En acción do Azul Limão. Os brasileiros da Madre Sun lançou seu debut The Speed of Light ao lado do guitarrista Tyson Schenker. Entre os ao vivos temos o Made in Russia do Noturnall, Temple of Shadows in Concert do Edu Falaschi, esse lançado somente no Japão.
    O ano de 2020 teve muitos outros lançamentos incríveis, cabe ao apreciador de música ir atrás dos que ele gosta mais.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Tuatha de Danann revela capa de seu novo álbum "In Nomine Éireann"

 

O Tuatha de Danann acaba de revelar a capa de seu novo disco “In Nomine Éireann” – que significa algo como; “Em nome da Irlanda”, que é uma espécie de tributo da banda a essa cultura e música que tanto os inspirou.

A ilustração é de autoria de Paulo Oliveira (Coruja) e arte de Rodrigo Barbieri.

“In Nomine Éireann” vai ser lançado pela Heavy Metal Rock, selo que tem uma longa parceria com o Tuatha de Danann.

Ainda está rolando uma campanha de pré-venda do disco, que dá direito a shows exclusivos e vídeos das gravações do álbum – além de apoiar a banda nesse momento tão difícil que o mundo atravessa. Para participar da pré-venda, acesse: https://euapoio.tuathadedanann.art.br


Bruno Maia falou sobre a capa de “In Nomine Éireann”: “A arte tem como inspiração a Art Nouveau do Mucha e traz uma harpa talhada em uma árvore sendo tocada por uma mulher que representa uma deusa, a deusa mãe da Irlanda e dos Tuatha de Danann, Dana ou Danú. Vemos, na verdade, três mulheres que simbolizam as três faces da deusa: a virgem, a mulher e anciã. O número 3 era sagrado para os celtas, povo que habitava a Irlanda, por representar o passado, presente e futuro; nascimento, vida e morte ou vida, morte e renascimento; o corpo, a mente e o espírito entre outros significados. A harpa ainda é um símbolo nacional da Irlanda, quer coisa mais legal que isso!? O símbolo de um país ser um instrumento musical? Ainda mais, um instrumento musical que denota luta!? A resistência ante a tirania!? A Irlanda sofreu por longos séculos os horrores do colonialismo, foi uma colônia britânica, e durante um tempo as harpas foram proibidas e queimadas e muitos harpistas e bardos executados, pois atribuíam poderes mágicos e pagãos ao instrumento além de muitas mensagens políticas terem sido transmitidas através do canto acompanhado pela harpa. Tudo a ver! Magia, política e música!”

A formação do Tuatha de Danann é Bruno Maia, Giovani Gomes e Edgard Britto.

Essas informações estão disponíveis no site da banda:

www.tuathadedanann.art.br

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www.facebook.com/Tuathadedanannofficial

www.instagram.com/tuathaofficial

https://youtu.be/rP3wWgyOEEU



domingo, 8 de novembro de 2020

Resenha: Shakra - Mad World

 


Com 25 anos de atividade completos, os suíços do Shakra lançam nesse ano de 2020 seu 12° álbum de estúdio, para celebrar essa marca. Apostando numa formula já conhecida e utilizada pela banda, apresentando um hard rock arena, com músicas enérgicas e agressivas, refrãos grudentos e músicas para levantar o público ao vivo.
O guitarrista Thom Blunier falou a respeito de celebrar 25 anos de banda. "Estou extremamente orgulhoso e grato por essa banda ainda existir após 25 anos de rock 'n' roll. Aqueles que de vocês tem ideia das dificuldades de existir como uma banda sabem como isso é precioso e excepcional. Estou pronto para os próximos 25 anos!"
O disco em si não apresenta nenhuma formula nova, pelo contrário, mantém a mesma formula utilizada em lançamentos anteriores. Abrindo com o pé na porta Fireline, um hardão bem energético, com destaque para a dupla de guitarra Thom Blumier e Thomas Muster. Na sequencia temos a cadenciada Too Much is Not Enough, com a bateria de Roger Tanner marcando o compasso e um refrão grudento, as duas primeiras faixas ganharam vídeo clip.
A Roll of the Dice é pesada e com uma pegada mais moderna, assim como a anterior, essa você sairá cantando após a primeiro audição. A faixa título mantém o peso e a modernidade no disco, uma música com uma energia para cima. When he Comes Around tem um pegada hard rock mais despojada, que remete muito ao hard dos anos oitenta. Já Thousand Kings, a pegada oitentista continua presente, porém aqui com mais peso, com ótimos riffs de guitarra. A I Still Rock remete a cena de Los Angeles, com destaques novamente para os riffs de guitarra. Fake News com uma letra abordando uma temática bem atual, é uma faixa simples e direta que também gruda na cabeça.

Em When it all Falls Down tem um refrão que vai mudando de tom ao longo da faixa, com um clima bem para cima. Turn the Light on remete ao Scorpions, principalmente nos riffs, com um hard rock simples para animar festa. Enquanto a Son of Fire é uma canção mais encorpada, com ótimos timbres. Fechando o disco temos a balada New Tomorrow, com uma bela interpretação de Mark Fox, com sua voz rouca, sabendo colocar a emoção necessária na faixa, muito bem postada.
O disco inteiro é positivista, regado a curtição, músicas para agitar e altas doses de melodias bem trabalhadas. Não é nenhuma inovação para o gênero, porém garante ótimos momentos e vocês vai querer repetir várias vezes no play, pois a diversão é garantida.

Nota 7,0

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Resenha: Queensrÿche - The Warning

 


No ano de 1981, surgiu na chuvosa Seattle, atendendo ao nome The Mob, logo adotaram o nome Queensrÿche, pelo qual ficariam mundialmente conhecidos. Formada pelo guitarristas Michael Wilton e Chris DeGarmo, o baixista Eddie Jackson, o baterista Scott Rockenfield e o excelente vocalista Geoff Tate.
Após a estreia com o homônimo EP em 1983, que causou ótima impressão, a banda lança no ano de 1984, seu primeiro full lenght intitulado The Warning. Musicalmente o disco traz uma banda mais experiente e madura, com um instrumental e arranjos mais bem trabalhados, porém mantendo o peso presente desde o inicio.
Michael Wilton e Chris DeGarmo formavam uma dupla de guitarras tão afiadas quanto a do Maiden e do Judas Priest, porém mais técnicos e complexos. O baixista Eddie Jackson cumpre seu papel com eficiência, sem fazer firulas e uma carga extra no peso. Scott Rockenfield baterista de uma técnica pesada e intrincada e que influenciou diversos bateristas. E Geoff Tate, um vocalista extremamente técnico e emotivo, dono de uma interpretação única e precisa. Sem dúvidas o grande diferencial da banda, e quem ajudou a difundir o quesito técnica entre os vocalistas de heavy metal.

Vamos aos álbum, que já começa com a faixa título, uma música pesada, que remete ao Iron Maiden. Destaque para a voz de Tate, com coros gravados em vários tons, notas absurdamente altas e muito peso na bateria de Rockenfield.
A sequência com En Force, traz uma ótima junção entre guitarra e voz, um dos momentos mais emocionante do disco. A eficiente Deliverance é um heavy metal tradicional e direto, com riffs na cara. No Sanctuary é um metal progressivo que começa de forma lenta e soturna, que vai crescendo e ganhado peso. Mais uma vez o destaque fica para a voz de Tate.
A NM156 tem uma letra politizada, abordando temos sobre guerras e extermínio populacional. Um heavy metal clássico, com os tradicionais riffs cavalgados, palhetadas e solo dobrado.
Em seguida vem o grande single do álbum, Take Hold of the Flame, com mudanças de andamento, vocais alto, técnico e complexo, arranjos ao mesmo tempo lírico e pesado. Before the Storm, também tornou-se clássica, um heavy metal típico, com um refrão marcante, guitarras bem timbrada e uma bateria pesada. Já Child of Fire traz um solo de guitarra bem progressivo, executado por Michael Wilton. Destaque novamente para Tate, que tem sua voz muito bem valorizada ao longo de todo o disco.
Encerrando essa obra-prima temos Rodas to Madness, bem cadenciada e progressiva, com uma introdução arrastada, um baixo pulsante e as guitarras gêmeas de Wilton e DeGarmo sempre entrosadas. A voz de Tate com uma interpretação de emocional e marcante, fazendo um belíssimo contraponto entre vozes e orquestrações. Durante seu andamento a faixa vai ganhando peso e velocidade.
Por fim, The Warning é um excelente disco de estreia e tornou-se uma obra-prima indispensável para quem curte heavy metal. Foi apenas o inicio de uma carreira carregada de técnica que seria mais trabalhada e amadurecida nos lançamentos seguintes. Com certeza esse álbum inaugurou e influenciou tudo o que viria depois no chamado metal progressivo.

Nota 10