domingo, 21 de abril de 2013

The Voice of Metal Brasil: Andre Matos

Andre Coelho Matos, nasceu em São Paulo, em 14 de setembro de 1971, é considerado um dos maiores cantores de heavy metal do mundo, reconhecido mundialmente. Formou-e cantor, cantor, compositor, regente e pianista. Sua carreira começou no ano de 1985 quando entrou para a novata banda Viper, formada por garotos entre 13 e 15 anos, com a proposta de tocar heavy metal com influencias em Iron Maiden e Judas Priest. Permaneceu na banda até 1990 lançando uma demo e dois álbuns, Soldiers of surise (1987) e Theatre of fate (1989), resolveu deixar a banda para concluir seus estudos na faculdade.
 Em 1991 formou a banda Angra, que logo em seu primeiro lançamento Angels cry (1993), conseguiu sucesso na Europa, principalmente na Fança e no Japão. Com a banda Angra fez diversas turnês mundias, tocando nos maiores festivais de rock pesado como, Wacken Open Air, Dynamo Open Air, Gods of Metal, além da edição brasileira do festival Monsters of Rock. Permaneceu na banda até 2000, quando a deixou junto com outros dois músicos, devido a divergencias como o então empresário da banda e os dois guitarristas. Junto com seus ex- companheiros de Angra, deu inicio no ano de 2000 na banda Shaman, com a qual lançou dois álbuns de estúdio, além de um cd/ dvd ao vivo, deixando a banda em 2006, começando nesse mesmo ano sua banda solo.
 Andre Matos participou de outros projetos como Virgo, junto do guitarrista e produtor alemão Sascha Paeth, com quem lançou um disco em 2000, encenou a opera rock do The Who Tommy no ano de 2006, ainda formou a banda Symfonia junto de outros grandes músicos do heavy metal mundial. A lista de bandas com quem gravou é imensa, entre os quais o projeto de Tobias Sammet Avantasia, com quem participou de uma turnê em 2008.
No ano de 2012 fez uma turnê de reunião com o Viper, e atualmente vem divulgando seu último álbum The turn pf the light (2012) e fazendo uma turnê em comemoração aos vinte anos de Angels cry (1993) do Angra, tocando-o na integra.

Modernismo brasileiro

O Modernismo foi um movimento intelectual, cultural, literário e artístico, que ocorreu no Brasil nos anos de 1920. Seu inicio foi marcado com a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo em 1922, na capital paulista.
Entre seus principais representantes estavam, Anita Mafalti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Emiliano Di Cavalcanti entre outros. Nesse período também é publicado Casa - grande & senzala (1933) do sociólogo Gilberto Freyre e Raízes do Brasil (1936) do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Buscando reelaborar as culturas vindas do exterior e valorizar a cultura popular eram algumas de suas principais ideias.
As obras desses intelectuais expressam o esforço de pensar o país a partir do que ele é, ou seja, "brasileirar o Brasil", na feliz expressão de Mário de Andrade.

Menino com lagartixa, de Lasar Segall, 1924.


 Batizado de Macunaíma,de Tarsila do Amaral, 1956.

Pescadores, de Emiliano di Cavalcanti, 1951.

Operários, de Tarsila do Amaral, 1933.

Outro fato que marcou esse período foi a fundaçao do PCB (Partido Comunista Brasileiro), no ano de 1922.

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas. 5 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

domingo, 14 de abril de 2013

Operas Metal

Algumas das principais óperas metal
Avantasia, liderada pelo vocalista do Edguy Tobias Sammet, já contou com grandes nomes do heavy metal como Michael Kiske, Andre Matos, Kai Hansen, Klaus Meine, Timo Tolkki, Jorn Lande, Russel Allen, Joe Lynn Turner, Tim Ripper Owens, Bob Catley, Rob Rock, David DeFeis, Amanda Somerville, Eric Singer, Eric Martin, Oliver Hartmann, Alice Cooper, Bruce Kulick, Rudolf Schenker, Alex Holzwarth, Sascha Paeth, Markus Grosskopf, Biff Byford, Roy Khan, Jon Oliva entre outros.

Ayreon, liderada pelo guitarrista holandes Arjen Lucassen, já contou com nomes consagrados do heavy metal como Bruce Dickinson, Andi Deris, Anneke van Giersbergen, Bob Catley, Damian Wilson, Daniel Gildenlöw, Devin Townsend, Fabio Lione, Fish, Floor Jansen, Gary Hughes, Hansi Kursch, Ian Perry, James LaBrie, Jorn Lande, Jonas Renkse, Lana Lane, Mikael Akerfeldt, Mike Baker, Neal Morse, Ralf Scheepers, Russel Allen, Sharon den Adel, Simone Simons, Steve Lee, Timo Kotipelto, Tobias Sammet, Tom S. Englund, Michael Romeo, Derek Sherinian, Ken Hesley entre outros.

Genius, liderada pelo guitarrista italiano Daniele Liverani e contou com Mark Boals, Lana Lane, Daniel Gildenlöw, Chris Boltendahl, Steve Walsh, Jonh Wetton, Oliver Hartmann, Midnight, Russel Allen, Edu Falaschi, Roberto Tiranti, Eric Martin, Johnny Gioeli, Liv Kristine, Jorn Lande, DC Cooper, entre outros.


A opera metal brasileira Soulspell, liderada pelo baterista Heleno Vale, conta com vários músicos da cena brasuca e internacional, tais como Alex Voorhees, Blaze Bayley, Bruno Maia, Carlos Zema, Christian Passos, Daisa Munhoz, Dan Rubin,, German Pascual, Gui Antonioli, Iuri Sanson, Jefferson Albert, Jon Oliva, Leandro Caçoilo, Mário Linhares, Mário Pastore, Maurício Del Bianco, Nando Fernandes, Rafael Gubert, Raphael Dantas, Renato Tribuzy, Tim Ripper Owens, Tito Falaschi, Zak Stevens, Edu Falaschi, Roland Grapow, Fernando Giovanetti, José Cardillo, entre outros músicos.


Revival dos anos 80 no Metal

Nos últimos anos temos visto um grande revival dentro da cena heavy metal mundial, bandas principalmente da década de 80 voltando a ativa, algumas com suas formações clássicas. Um desses retornos mais recentes foi da banda Dark Angel, um dos percursores do Thrash Metal Bay Area que havia interrompido as atividades nos anos 90, retornou nos anos 2000 com discos novos e fazendo muito shows. Outras que também retornaram foram, Sacred Reich, Metal Church, Shotgun, entre outras.
No Brasil isso também vem acontecendo.  Grandes nomes da música pesada brasuca vem retomando suas atividades nos últimos anos. Bandas como Dorsal Atlântica, Taurus, Metalmorphose, Salário Mínimo, Attomica, Anthares, Panzer (essa da década de 90), além da reunião da banda Viper com o vocalista Andre  Matos.

A volta do som pesado da década de 80 não vem ocorrendo somente com a volta desses medalhões aos palcos, vem ocorrendo também com a nova geração. Novas bandas surgem no mundo inteiro referenciando os grandes nomes do metal oitentista.
Uma das que vem ganhando um nome forte no mundo inteiro é a estadunidense Municipal Waste, que faz um thrash metal bem oitentista 'old school', outros nomes que vem fazendo um som tendo a década de 80 como referencia são Bonded by Blood, a banda de hard rock Crashdïet, os thrasheres Warbringers, os suécos do Enforcer, as canadenses Cauldron e Skull Fist entre outras.
Os latinos também vem referenciando a década de 80. Cada vez mais bandas surgem no continente fazendo um som oitentista alguns nomes como os colombianos do Revenge, entre outras, ainda podemos sitar o vocal da banda brasileira Dominus Praelii, Jorge Bermudez, colombiano.
No Brasil são inúmeras bandas novas fazendo um som anos 80, só para citar algumas, temos as de thrash metal Bywar, Violator, Nervosa, Selvageria, Blasthrash, Kremate, Jack Devil, Madhouser, Nuclear Decimation etc., as de heavy metal tradicional Prellude, Symptomen, Comando Nuclear, Shockbreaker, Denim & Leather etc., as de power metal Power Vision, Brave, etc., as de hard rock Crossrock, Slippery, etc. 
Pois bem, o tempo vem provando que a década de 80 foi mesmo a melhor em termos de música pesada, heavy metal mais precisamente, com grandes bandas retornando a ativa, além da nova geração fazendo um som bem similar ao da década. Vamos ver até quando essa onda irá durar, e se durar muito tempo, será muito bom para a nossa sorte.

quinta-feira, 21 de março de 2013

CD X Download

Não é de hoje que a prática de baixar músicas na internet (download) se tornou comum. Já há algum tempo que as pessoas cada vez mais baixam suas músicas e discos favoritos colocando em aparelhos de mp3, ipod entre tantos outros. A principio havia uma certa resistência por parte de artista com relação a essas mídias, mas aos poucos eles foram aderindo a essa prática, disponibilizando músicas e até mesmo discos completos em sites de compartilhamento de músicas e em seu próprio site.
Um ponto que acaba se tornando polemico com relação a estar disponibilizando seu trabalho na rede, é quanto as pessoas não pagarem para ter o material, muitos artistas, principalmente empresários de grandes gravadoras são contra, pois o público acaba adquirindo a música sem pagar nada. Por outro lado tem vários artistas que são a favor e até lançam seus trabalhos dessa forma abrindo mão do disco físico. Um dos casos mais recentes foi da banda Coldplay que disponibilizou seu disco inteiro na integra para download, com o fã decidindo o quanto queria pagar por cada música.
Tla prática tornou-se comum entre artistas independentes, que não trabalham com uma grande gravadora, pois facilita e muito a divulgação de seu trabalho.
No Brasil dois casos recentes de bandas que liberaram seus trabalhos na integra para o público, sem terem que pagar um centavo foram as bandas paulistas de heavy metal, Wizards e Fates Prophecy. A primeira liberou seu último disco The black Knight lançado em 2010 em seu site para download, já a Fates Prophecy lançou em janeiro último seu mais recente disco The cradle of life e disponibilizou totalmente para download em um site de compartilhamento de músicas, ambos não foram lançados de forma física e nem tem previsões disso, mesmo tendo um público fiel, acostumado a comprar discos como são os públicos de heavy metal as bandas não tem intenção de lançar seus respectivos trabalhos em cd, como já foi dito pelo vocalista Christian Passos da banda Wizards e Paulo Almeida guitarrista da Fates Prophecy, esse último disse que a opção por lançar o trabalho dessa forma é que não seria viavel para a banda gastar dinheiro com a prensagem do disco e o público não comprar, mesmo tendo o vocalista Ricardo Peres sendo a favor do lançamento do disco.
Seja por download ou com o disco físico a arte é o que deve ser valorizada, não sabemos até quando será viavel a um artista lançar seu trabalho em cd, nem sabemos se um dia o cd irá acabar, afinal os LP's continuam ai, qual será o destino dos cds e dos downloads só o futuro irá dizer, até lá vamos apreciar a arte independente da forma que for produzida.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Clássicos dos anos 80

A década de 80 foi marcada pela faze glam/ sleaze, hard rock no mundo rock n' roll, também conhecido como metal farofa. O hard rock teve como seus maiores representantes bandas como Ratt, Dokken, Quiet Riot, Mötley Crüe, Bon Jovi, Poison, Guns N' Roses e Skid Row, entre tantas outras. O estilo se espalhou pelo mundo todo, tendo seus representantes inclusive no Brasil, com as bandas Ksrisma, Made in Brazil, Performances, Platina e Salário Mínimo.

Sleaze Rulez!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mário de Andrade - Paulicéia Desvairada

Alguns trechos de Paulicéia Desvairada
São Paulo! comoção da minha vida...
Os meus amores são flores feitas de original...
Arlequinal!... Traje de losangos... Cinza e Ouro...
Luz e bruma... Forno e inverno morno...
Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes...
Perfumes de Paria... Arys!
Bofetadas líricas no Trianon... Algodoal!
São Paulo! comoção de minha vida...
Galicismo a berrar nos desertos da América!

Além da Ode ao Burguês e da Paisagem nº 1, outro poema importante do livro são As Enfibraturas do Ipiranga (Oratório Profano) envolvendo cinco vozes, representativas das forças culturais de São Paulo, na década de 1920.

Os Orientalismos Convencionais são os escritores e demais artífices elogiáveis, vale dizer, os poetas parnasianos:

Os alicerces não devem cair mais!
Nada de subidas ou de verticais!
Amamos as chatezas horizontais!
Abatemos perobas de ramos desiguais!
Odiamos as matinadas arlequinais!
........................................................................
Para que cravos? Para que cruzes?
Universalizai-vos no senso comum!
Senti sentimentos de vossos pais e avós!
Para as almas sempre torresmos cerebrais!

As Senectudes Tremulinas são os milionários e burgueses, representando a classe dominante paulistana, na década de 1920:

Só admiramos os célebres
e os recomendamos também! (...)
Preferimos os coros dos Orientalismos Convencionais! (...)
Alargar as ruas...
E as instituições?
Não pode! Não pode!
Maiores menores
Mas não há quem diga
Maiores menores quem são estes homens
que cantam do chão?

Os Sandapilários Indiferentes representam o operariado, a gente pobre, o povo marginalizado e alienado do processo cultural, embalado na valsa, e no e luziam as Estrelas, de Puccini:

Vá de rumor! Vá de rumor!
Esta gente não nos deixa mais dormir!
Antes “E lucevam le stelle" de Puccini!
Oh! pé de anjo, pé de anjo!
Fora! Fora o que é de despertar!

As Juvenilidades Auriverdes são os modernistas de 1922, inquietos, inconformados. São os “tenores” do oratório profano:

Somos as Juvenilidades Auriverdes!
A passiflora! O espanto! A loucura! o desejo!
Cravos! mais cravos para nossa cruz! (...)
Nós somos as Juvenilidades Auriverdes!
As forças vivas do torrão natal,
as ignorâncias iluminadas,
os novos sóis luscofuscolares
entre os sublimes das dedicações! (...)
(queremos) Os tumultos da luz!...
As lições dos maiores!...
E a integralização da vida no Universal!
As estradas correndo todas para o mesmo final!...
E a pátria simples, una, intangivelmente
partindo para a celebração do Universal! (...)
(...) Cães! Piores que cães!
Vós, burros! malditos! cães! piores que cães! (...)
Seus borras! Seus bêbados! Infames! Malditos! (...)
Seus ............................................................!!!
(a maior palavra feia que o leitor conhecer)

A Minha Loucura representa a consciência do poeta, que atua como solista:

Chorai! Chorai! Depois dormi!
Venham os descansos veludosos
vestir os vossos membros!... Descansai!
Ponde os lábios na terra! Ponde os olhos na terra!
Vossos beijos finais, vossas lágrimas primeiras
para a branca fecundação! (...)
Oh! Juvenilidades Auriverdes, meus irmãos: (...)
Diuturnamente cantareis e tombareis.
As rosas... As borboletas... Os orvalhos...
O todo-dia dos imolados sem razão...
Fechai vossos peitos! (...)
Venham os descansos veludosos
Vestir os vossos membros... Descansai!
Eu... os desertos... os Cains... a maldição...