domingo, 31 de janeiro de 2021

Hellway Train - Lockdown Reborn

                Hellway Train retoma as atividades e lança novo ep 6 anos após Breaking the Cage (2014). A banda mineira foi formada no ano de 2010 na cidade de Belo Horizonte por, Marc Hellway (vocais) e Vinicius Thram (guitarra) com a proposta de fazer um som com forte influência do hard rock e do heavy metal da década de 1980.



                Em 2020 a banda apresentou uma nova formação, além de um novo ep, intitulado Lockdown Reborn. Gravado, mixado, masterizado e produzido por André Cabelo (Chakal) no tradicional Estúdio Engenho em BH, com a participação de músicos da cena mineira. As composições foram criadas durante esse período de isolamento social, devido a pandemia do novo-corona vírus.

                Ao contrário do trabalho de estreia da banda “Breaking the Cage” que tem uma sonoridade mais hard rock, Lockdown Reborn apresenta uma sonoridade mais pesada, um heavy tradicional, flertando em alguns momentos com o thrash metal, mas sem perder a sonoridade oitentista. Abrindo temos Off the Rails/ Bombermen já vem com forte influência dos heavy metal dos anos 80, principalmente do Judas Priest. A letra tem um tema inspirada na série de filmes Hellraiser, além de trar referencias do popular jogo dos anos 80 “bomberman”. Metal Widow foi o primeiro single apresentado traz um heavy metal que passeia entre Judas e Accept, com fortes coros, a letra exalta a cena atual do underground, além de fazer uma critica a esses headbangers que vivem do passado, vale ressaltar a participação do Casito da clássica banda mineira Witchhammer. Pride is a Riot tem uma pegada mais hard rock com um refrão para cantar junto. Catastrophobiac um heavy com riff de muito bom gosto, palhetadas abafadas dando um ar de thrash/ heavy e um vocal que o tempo todo nos remete ao Judas Priest, a música aborta o tema sobre como o psicológico das pessoas estão abalados nesse período.

                A banda já anunciou para o próximo dia 05 de fevereiro o lançamento do single Desordem/ Retrocesso cantada em português e que estará presente apenas na versão física. Com exceção dessa faixa, todas as demais já podem serem conferidas nas plataformas de streaming.

                Além de Marc Hellway nos vocais, Vinicius Thram e João Brumano nas guitarras e Chris Maia no baixo, a banda contou com a contribuição de Jon Alberth na bateria e Daniel Tulher (Payback) nos vocais da Catastrophobiac. Mais um ótimo trabalho da banda que merece ter um disco completo lançado.


Nota 8,0

Hellway Train é:

Marc Hellway - voz

Vinicius Thram - guitarra

João Brumano - guitarra

Chris Maia - baixo

Acompanhem a banda

Facebook

Spotify

Deezer

Apple

Youtube

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Resenha: Tuatha de Danann - In Nomine Éireann

         Nem mesmo a pandemia foi capaz de parar a banda mineira Tuatha de Danann, que no ano de 2020 lançou o excelente In Nomine Éireann. Formada ainda em 1995, na cidade de Varginha, banda segue forte na cena após 25 anos fazendo um som que mistura heavy metal com música folk e celta.


           Nesse disco a banda resolveu de forma criativa unir o seu heavy metal com a música tradicional irlandesa, com arranjos e adaptações dentro do universo da banda. A seleção para o álbum é de responsabilidade do vocalista e multi-instrumentista Bruno Maia especialista em cultura irlandesa.

              Aqui os músicos Bruno Maia (voz, guitarra, banjo, bouzouki, low whistle, tin whistle), Giovani Gome (baixo) e Edgard Brito (teclados) são acompanhados pelos músicos Nathan Viana (violino), Raphael Wagner (guitarra) e Rafael Delfino (bateria e bodhran), além de diversos convidados.

           No disco temos a abertura coma instrumental Nick Gwerk’s Jigs, trata-se de canções tradicionais e partes de autoria do Bruno Maia, com uma ótima pegada heavy, com a participação de Alex Navar (uilleann pipes) e Kane O’ Rourke (violino), seguida pela divertida Molly Maguires, também uma canção tradicional, essa traz como convidados o já citado Kane O’ Rourke no violino e Keith Fay da banda Cruachan.

          Guns and Pikes que já havia sido apresentada em vídeo é outra canção tradicional que ganhou novos arranjos de Bruno Maia, assim como a letra de responsabilidade de Maia e do músico irlandês Folkmooney, que participa nos vocais. Essa faixa ainda traz o grande baterista Marcell Cardoso (Bittencourt Project, Karma, entre outros). Moytura outra faixa instrumental, traz menções a Battle song de autoria de Maia e Berne (ex guitarrista da banda) com outras canções tradicionais. The Calling composição de Maia nos remete ao Trova di Danú lançado pela banda em 2004, aqui temos a participação de Manu Saggioro nos vocais.

           The Wind that Shakes the Barley é uma balada irlandesa gravada por Dead Can Dance entre outros, aqui na versão do Tuatha ganhou arranjos inspirados na banda irlandesa-americana Solas. Destaque aqui ficam por conta da talentosíssima Daísa Munhoz (Vandroya), novamente Marcell Cardoso faz a bateria. Newry Highwayman é uma canção folclórica irlandesa sobre a vida, os atos e a morte de um criminoso, ganhou toda a singularidade da banda mineira, destaque para os vocais um pouco mais agressivos de Bruno em alguns momentos, além da participação de outra grande vocalista da Soulspell, Talita Quintano fazendo backings.

            The Master Reels é mais uma faixa instrumental, trazendo canções tradicionais, com partes de autoria de Bruno Maia e Dregs of Birch de Tanya Elizabeth do grupo folk canadense The Duhks. Aqui temos a participação do músico irlandês John Doyle (violão e bouzouki) e do músico brasileiro Rafael Salobreña (bodhra). The Devil Drink Cider mais uma canção tradicional que ganhou peso com as guitarras e a participação do músico americano Marc Gunn nos vocais ao lado de Bruno Maia e de Fabricio Altino na bateria. Fechando o álbum temos outra instrumental The Dream One Dreamt, composta por canções tradicionais e uma versão para Tam Lin do músico folk irlandês Davey Arthur, aqui com a participação do violinista americano Finn Magill.


            O disco ainda traz como bônus track uma música de autoria de Bruno Maia em parceria com Tadeu Salgado, trata-se de King, um folk metal característico da banda mineira. O disco foi gravado pelo próprio Bruno no Braia Estúdios em Varginha/ MG, mixado e masterizado por Thiago Okamura e Cello Oliveira, destaque para a capa de Paulo Coruja. O disco saiu no Brasil em digipack pelo selo Heavy Metal Rock que tem uma parceria de longa data com a banda. Mais um grande lançamento de uma das bandas mais criativas do cenário nacional. Recomendado!

Nota 10

Acompanhe a banda:

Site Oficial

Facebook

Youtube

Instagram

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Adrian Smith e Richie Kotzen juntos em projeto

     O guitarrista do Iron Maiden Adrian Smith se junto ao talentoso Richi Kotzen (The Winery Dogs, ex Mr. Big e Poison) em um projeto Smith/ Kotzen e lançaram no último dia 26 de janeiro o vídeo do primeiro single "Taking my Chances". O álbum da dupla está para lançar o álbum no próximo dia 26 de fevereiro via BMG.



              O álbum foi gravado durante o mês de fevereiro do ano passado nas Ilhas Turcas e Caico. O materia trará influências do hard rock setentista, bem como momentos de blues, produzido pela dupla Adrian e Richie e mixado pelo Kevin Shirley, com quem Adrian já trabalhou em discos da donzela. A obra é composta por nove faixas escritas pela dupla, que dividem também as guitarras e os vocais ao longo do disco, além dos baixos. Contado ainda com a colaboração de Nicko McBrain baterista do Iron Maiden e Tal Bergman, parceiro de turnê de Richie.

“Richie e eu começamos a trabalhar juntos alguns anos atrás. Nós somos amigos e já tocamos juntos por alguns anos antes disso”, conta Adrian. “Nós dois dividimos um amor pelo rock clássico e o rock blues, então decidimos nos juntar e começar a escrever algumas músicas e partimos daí. Basicamente tudo presente no álbum foi decidido por mim e Richie inclusive na produção. Nós desenvolvemos uma ideia forte de como queríamos que o disco soasse e eu estou muito feliz com o resultado. Ele possui muitas músicas incríveis que estamos muito animados.”

“Nós tivemos um processo muito fluido na composição”, Richie complementa. “Às vezes Adrian me mandava algum riff e eu imediatamente criava algum tipo de melodia ou ideia para o vocal. E algumas vezes isso acontecia ao contrário, então foi um processo quase circular. Nós nos juntamos quando conseguimos para jogar e criar ideias e elas evoluíam, o que foi ótimo porque não tinha nenhuma pressão, só o curso natural da coisa, e eu acredito que o álbum representa muito isso.”

Confira o vídeo

Resenha: Aquaria - Alethea

         A banda carioca Aquaria lançou em dezembro de 2020 seu terceiro álbum, fechando uma trilogia iniciada com os discos Luxaeterna e Shambala, em 2005 e 2007 respectivamente. Trilogia aquariana, que retrata o fim do mundo e as manobras intertemporais sobre o comando de Madeleine, uma divindade cigana moderadora do cosmo que tem como atributo comunicar-se com vidas passadas, tentando, dessa forma, impedir uma catástrofe iminente e eminente.



O termo “Alethea” vem do grego “verdade”, na verdade é aquilo que se vela e desvela, o que se apresenta no presente absoluto, movimento constante do real, criador de espaço-tempo. Portanto, recordações do futuro e previsões do passado convivem de maneira harmônica.

Quanto ao disco, a banda apresente seu power metal sinfônico característicos, que irá agradar em muito os antigos fãs. Trazendo uma nova formação, com relação aos lançamentos anteriores com, Vitor Veiga (Endless) nos vocais, Alberto Kury (NovaLotus) no teclado, Fernando Giovannetti (ex Wizards, Armored Dawn e outros) no baixo e os novatos Luciano de Souza na guitarra e Thomás Martinoia (Hatefulmurder) na bateria.

Abrindo os trabalhos temos a excelente e curta Am I, um power metal rápido e vigoroso. A sequencia com The Avatar começa de forma magnífica, com elementos sinfônicos e vai crescendo para um power metal com belos arranjos. The Miracle nos remete ao Shambala com elementos da cultura indígena, contando com a participação do guitarrista Daniel Miura do Projeto Miura Jam (Projeto que faz versão heavy metal para músicas de animes), com um solo primoroso, uma das melhores do disco. The Indians mantém a pegada power/ speed metal técnica da banda, destaque para o solo de guitarra de Luciano.

Sem tempo para respirar, temos outra pedrada power sinfônica com The Quest com ótimos arranjos de orquestração e momentos mais calmos. Em The Revolution começa com um clima de trilha sonora de filme de ficção científica e alterna momentos mais aceleradas com outros mais cadenciados, com um refrão para sair cantando junto. The Pain é uma faixa agradável com uma sonoridade mais acessível, porém, sem perder o peso e a pegada power metal da banda, com um refrão que gruda na cabeça e ótimos fraseados de guitarra.

The Time Traveller, primeiro single apresentado pela banda, vem na sequencia um power/ prog metal, com uma introdução que casou bem com a música, que começa de forma bem suave e logo ganha peso e velocidade. Time Won’t Wait pode ser considerada a balada do álbum, embora não seja aquelas baladas piegas comum, ponto para a banda. Ponto também para o solo de guitarra do convidado Mauricio Belmonte ao lado do Luciano, que executam um solo belíssimo e de muito bom gosto.

WTSTW começa com ótimos arranjos de orquestração e teclado e mostra elementos de prog metal com diversos andamentos. The House of Words traz novamente o power metal com uma pegada mais speed carregado de melodias, com um instrumental primoroso. Fechando com I Am de forma bem suave e cristalina, a música começa com piano e é conduzida por ótimas orquestrações digna das maiores obras do power metal, uma bela canção. A versão japonesa traz como bônus a faixa Violet da primeira demo da banda, quando ainda atendiam pelo nome de Uirapuru, já a versão nacional traz como bônus Away from Here.

Em suma, Alethea é um ótimo álbum de power metal, recomendado para fãs. Possivelmente o melhor da banda, super agradável de ouvir. Vitor Veiga é sem dúvidas um dos melhores vocalista do estilo no país, e os músicos todos primam pela técnica, sem deixar de lado o feeling. As composições e arranjos a cargo da dupla Alberto e Vitor também são excelentes, vale destacar o trabalho de ilustração de responsabilidade de Antonio Cesar e a produção de responsabilidade do próprio Vitor Veiga no Estúdio de Pedra no Rio de Janeiro e mixagem de Eduardo Belchior, masterização por Ronny Milianowicz ambos no Studio Seven em Örebro na Suécia.

Outro ponto é para a versão nacional vem um belo trabalho gráfico de slipcase de responsabilidade do selo Metal Relics, que vem lançando e relançando grandes trabalhos do metal nacional, em versões caprichadas. Confiram.


Nota 10

Acompanhe a banda:
Youtube
Instagram

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Nervosa lança novo vídeo clip

        A banda brasileira Nervosa lançou nessa terça-feira 19/01 o vídeo clip de novo single. Trata-se da faixa Under Ruins do novo álbum da banda Perpetual Chaos que será lançado nesse mês de janeiro.


    A Nervosa já havia lançado em outubro de 2020 o vídeo clip do single Guided by Evil, o primeiro com a nova formação da banda, que conta agora com a guitarrista Prika Amaral, acompanhada das talentosas Diva Satanica nos vocais, Mia Wallace no baixo e Eleni Nota na bateria.
    Perpetual Chaos é o quarto trabalho de estúdio da banda, o primeiro com a nova formação, que  foi gravado e produzido no estúdio Artesonao Casa de Gabración Studio em Málaga, pelo produtor Martin Furia, masterização de responsabilidade de Yarnel Heyle.

Perpetual Chaos Tracklisting:
01. Venomous
02. Guided By Evil
03. People Of The Abyss
04. Perpetual Chaos
05. Until The Very End
06. Genocidal Command
07. Kings Of Domination
08. Time To Fight
09. Godless Prisoner
10. Blood Eagle
11. Rebel Soul
12. Pursued By Judgement
13. Under Ruins

14. Exuja (bonus track especial para o Brasil)


Acompanhe a banda:

Facebook

Site Oficial

Spotify

Instagram

Iced Earth - Gravadora retira discos da banda de catálogo

 


    A gravadora Century Media Records retirou de seu catálogo online todos os trabalhos da banda estadunidense, após a prisão do líder e guitarrista da banda Jon Schaffer. São ao todo 9 álbuns lançados pela gravadora, dos 12 álbuns de estúdio da banda. Até o momento o selo não se manifestou a respeito.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

20 anos de Defender of Metal, disco debut do Hellish War

       Em comemoração aos 20 anos do lançamento de seu debut "Defender of Metal" de 2001, a banda de Campinas Hellish War, vem lançando 1 lyric video por dia de uma música do disco em seu canal oficial no youtube.



    O disco foi lançado oficialmente no ano de 2001 pelo selo Megahard Records no Brasil. Contando então com Roger Hammer no vocais, nas guitarras  Vulcano e Daniel Job, no baixo Gabriel Gostautas e na bateria Jayr Costa, a banda apresentava em sua proposta um heavy metal tradicional, com pitadas power muito influenciado pela escola dos anos 80 de bandas como Iron Maiden, Judas Priest, Grave Digger e Running Wild. As letras são uma verdadeira ode ao metal, sempre enaltecendo o estilo que a banda abraçou desde seu inicio.

    Ao todo o disco conta com 11 faixas, algumas viraram verdadeiros hinos do underground como We are Living for the Metal e a faixa título. Abrindo temas a épica instrumental Into the Battle, uma ótima faixa, porém poderia ser mais curta. Em seguida vem a pesada faixa que da nome a banda Hellish war com um ótimo refrão para cantar junto nos shows. A já citada We are Living for the Metal vem na sequencia com excelentes riffs e um refrão para também cantar junto, enaltecendo o estilo que tanto amamos, hino obrigatório no repertório da banda 20 anos depois. A faixa título Defender of Metal outro hino da banda, é bem cadenciada com uma pegada old school.

    Outra faixa bem cadenciada é The Sign, com um clima tenso no inicio, a faixa apresenta belos dedilhados de guitarra com uma base de teclado, além um um ótimo solo. Gladiator uma faixa mais rápida, com destaque para a cozinha da banda, faixa essa que remete ao grande Running Wild. Into the Valhalla é um excelente épico instrumental, muito agradável. A poderosa Sacred Sword vem na sequencia com destaque para os vocais precisos de Roger Hammer e o solo que guitarra de Daniel e Vulcano, remetendo aos tempos áureos de Dave Murray e Adrian Smith no Maiden.

    Já Memories of a Metal vem com um andamento médio, com ótimas melodias e um refrão forte, destaque para os solos de guitarra ao longo da faixa e os belos dedilhados de teclado, que torna a música ainda mais cativante. Outra instrumental é Feeling of Warriors com duetos de guitarras inspiradíssimos e uma base de baixo e bateria marcante. Fechando o trabalho, temos a The Law of the Blade com uma pegada speed que nos remete aos lançamentos dos anos 80, belas melodias.

    Destaque também para a produção, não creditada no encarte do cd (acredito que tenha sido de responsabilidade da própria banda), e a arte gráfica de responsabilidade do guitarrista Daniel Job com Eduardo Burato. Uma ótima estreia, com um disco que mesmo após 20 anos de seu lançamento, permanece sendo saldado pelos verdadeiros headbangers.


Nota 9,0